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Diamantes indomáveis e seu intenso brilho adamantino

As propriedades dos indomáveis Diamantes

O diamante, o rei das gemas, é a forma de carbono mais concentrada encontrada na natureza. Apresenta a maior dureza entre os minerais, extrema resistência à lapidação, quatro fortes ligações químicas e extraordinário brilho adamantino. Poderiam estas características justificar a alcunha de eternos aos indomáveis diamantes?

Diamantes indomáveis

O nome diamante é proveniente do grego, cujo significado é inconquistável, indomável. Essa denominação é decorrente da sua incomparável e imperecível dureza, pois na natureza nada se iguala à sua tenacidade. Sua resistência à lapidação é 140 vezes superior ao do coríndon.

A sua composição química é constituída por átomos do elemento carbono, que se unem entre si através de quatro fortes ligações covalentes em um arranjo tridimensional tetraédrico, promovendo uma alta coesão.

O carbono apresenta polimorfismo, isto é, possui dois minerais de mesma composição química (diamante e grafite), todavia, com formas e estruturas cristalinas diferentes. O diamante é o seu principal polimorfo, sendo a forma de carbono mais concentrada encontrada na natureza.

Ele é considerado o rei das gemas, devido às suas propriedades ópticas. Entre as suas principais características, destacamos a coloração, que varia desde o incolor, passando pelo amarelo, castanho, verde, azul avermelhado, até o negro.

Sua dureza na escala de Mohs é a maior de todas: 10. Contém clivagem perfeita, e o seu sistema cristalino geralmente organiza-se de acordo com o sistema isométrico (cúbico), predominantemente octaedros, cubos, rombododecaedros, geminados e em lâminas (figura 1).

Diamantes indomáveis e eternos
Figura 1 – Hábitos cristalinos dos diamantes: da esquerda p/ a direita, no sentido horário, encontram-se os sistemas octaedro, um cubo-octaedro (combinação entre as duas formas), um dodecaedro, um cristal duplicado, e um cubo. (http://www.amnh.org/exhibitions/diamonds/structure.html)

O brilho muito intenso apresentado pelo diamante, denominado de brilho adamantino, possibilita a diferenciação entre ele e suas imitações. Este brilho extraordinário também confere um alto índice de refração ao mineral.

Geralmente, nenhum agente químico tem condições de atacá-lo, com a exceção do ácido cromo-sulfúrico, quando na temperatura de 200°C. Outras propriedades diagnósticas apresentadas são a alta condutibilidade térmica e insolubilidade.

O processo de avaliação da qualidade dos diamantes envolve vários aspectos, entre eles a graduação das cores, a pureza, a graduação da lapidação e o seu peso. A mensuração destas características requer grande conhecimento técnico e experiência por parte dos avaliadores.

Na natureza, entretanto, diferentemente das quimeras da ficção, nada é eterno. A deterioração ou transformação do diamante é mais lenta, contudo, ele também está suscetível a processos químicos de intemperismo.

Quando da aplicação de temperaturas superiores a 1.500°C sob vácuo ou atmosfera inerte, o diamante pode ser convertido em grafite, o alótropo termodinamicamente estável do carbono a baixas pressões.

No instante em que o diamante entra em contato com o ácido cromo-sulfúrico, em temperatura acima de 200ºC, o ataque químico pode transmutá-lo em um composto essencial à vida no planeta e para a fotossíntese – o dióxido de carbono.

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Ricardo Borges

Economista, geólogo e músico autodidata. Trabalha com publicidade e consultoria em marketing digital. Criador de conteúdo e pesquisador nas áreas de geociências e astronomia.

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